Pedro e Inês
Esta é uma história antiga e verdadeira que tem como cenário
as belas cidades de Lisboa e Coimbra.
D. Pedro, infante de Portugal, filho do rei Afonso IV e da Rainha D. Beatriz,
estava na idade de casar e garantir a descendência do reino, pelo
que o seu pai mandou vir de Espanha uma donzela galega, de nome Constança
Manuel, que se fazia acompanhar por uma belíssima dama de companhia,
D. Inês de Castro.
Assim que se conheceram, Pedro e Inês logo se apaixonaram, no entanto,
e por respeito à princesa Constança, nunca puderam concretizar
o seu amor. A princesa, esposa atenta e dedicada, logo percebeu o interesse
do marido pela sua amiga e como forma de evitar um romance entre ambos,
escolheu a dama para madrinha de baptismo do seu primeiro filho, Luís,
no entanto, esta estratégia não deu grandes frutos, uma vez
que o bebé, criança de saúde bastante débil,
acabou por falecer, quebrando assim os laços quase familiares que
uniam estas três personagens.
A morte prematura de D. Constança, que morreu ao dar à luz
a infanta Maria, permitiu que os dois amantes pudessem finalmente viver
em pleno o seu amor.
Inês de Castro passou a habitar junto do Convento de Santa Clara,
num pavilhão de caça que pertencia à família,
situado na cidade de Coimbra, onde o seu amor pelo príncipe deu frutos,
pois dele nasceram quatro filhos.
Os dias de felicidade entre o príncipe e a sua amada duraram cerca
de dez anos, mas uma sombra de tristeza abateu-se sobre os céus de
Coimbra. D. Afonso IV, temendo a influência dos irmãos de Inês
de Castro (fidalgos influentes da corte de Castela) sobre o príncipe
D. Pedro, mandou três dos seus conselheiros a Coimbra para tentarem
convencer D. Inês a deixar o príncipe. Perante a recusa desta,
degolaram-na sem qualquer piedade.
Ao ver a amada morta, D. Pedro jurou vingança contra aqueles que
provocaram a sua desgraça e só descansou quando castigou os
seus inimigos.
Para homenagear a sua amada, D. Pedro mandou construir o monumental Mosteiro
de Alcobaça, onde repousam até hoje os seus corpos em dois
ornamentados túmulos que se encontram frente a frente.
Para a História ficou a cerimónia de coroação
de D. Inês, que mesmo depois de morta foi aclamada rainha e reconhecida
pela corte. Simão Botelho e Teresa Albuquerque
Esta bonita e trágica história de amor faz parte da colecção
de romances de Camilo Castelo Branco. Em “Amor de Perdição”,
Camilo Castelo Branco conta a história de dois jovens amantes,
pertencentes a famílias rivais. Depois de muitas peripécias
para concretizarem o seu amor, o pai de Teresa descobre o romance da filha
e para evitar o casamento dos jovens promete a mão da filha ao
seu sobrinho, Baltasar Coutinho. Perante a recusa em casar com o primo,
o pai de Teresa decide encerrá-la num convento, enquanto que o
pai de Simão o manda para Coimbra estudar, de modo a afastá-lo
da sua amada. Depois de muito tempo separados, Simão volta a Viseu,
sua terra natal, onde fica abrigado em casa de um ferrador, para visitar
a sua amada, acabando por ser descoberto por Baltasar Coutinho. Os dois
envolvem-se numa acesa discussão, da qual resulta o assassinato
de dois criados de Coutinho e o ferimento de Simão. Este é
levado para casa do ferrador João da Cruz, cuja filha, Mariana,
ao tratar do jovem, acaba por se apaixonar por ele.
Quando Teresa entra no convento, Simão tenta raptá-la para
fugirem juntos, mas é interceptado por Baltasar Coutinho que acaba
por ser assassinado pelo jovem apaixonado.
Simão é então preso e condenado à deportação.
No convento, Teresa sabe da triste notícia do degredo do seu amado
e deixa de comer até adoecer. No dia do embarque de Simão,
Teresa vai até à janela do convento onde vê o seu
amado partir rumo à Índia. Esta é a última
vez que os dois amantes se vêem, uma vez que Teresa morre logo após
a despedida. Ao saber da morte da sua amada, Simão adoece e acaba
por morrer também. A sempre fiel e apaixonada Mariana, que seguia
com Simão para o degredo, ao aperceber-se da morte deste, acaba
por se suicidar atirando-se ao mar. Consigo leva as cartas de amor trocadas
por Teresa e Simão. Com a morte de Mariana acaba assim a história
de um grande e infeliz amor.
Eros e Psique
Eros, Deus Grego do Amor, também conhecido como Cupido (mitologia
Romana, filho de Vénus) é protagonista de uma das mais bonitas
histórias de amor de sempre.
Num reino longínquo, existia um rei muito poderoso que tinha três
filhas, cuja beleza despertava o interesse de inúmeros pretendentes.
Duas delas logo se casaram, mas uma, Psique, recusou-se a fazê-lo
porque dizia ainda não ter encontrado o verdadeiro amor.
Os pais, preocupados com a solidão da filha, resolveram perguntar
a um oráculo o que deveriam fazer, ao que o oráculo respondeu
que deveriam vestir a sua filha de noiva e deixá-la no cimo de
um monte. Eles assim o fizeram e Psique foi arrastada pelo vento até
um reino maravilhoso, onde tudo era mágico.
Quando a noite chegou e Psique se foi deitar, sentiu a presença
de alguém, que lhe disse ser o seu companheiro, mas que ela nunca
o poderia ver, pois se o fizesse, correria o risco de o perder para sempre.
A partir de então, Psique conheceu os momentos mais felizes da
sua vida, onde tinha tudo aquilo que sempre sonhara. Amava e era correspondida,
o que a fazia muito feliz. No entanto, os dias de felicidade não
duraram muito, pois a rapariga começou a sentir saudades da família
e resolveu ir visitá-los. As irmãs, cheias de inveja da
sua felicidade, convenceram-na a ver o marido.
Quando chegou a casa, esperou que o marido adormecesse e acendeu uma vela
para ver o seu aspecto. Ao ver a sua beleza ficou tão emocionada
que, por descuido, deixou cair um pouco de cera para cima do marido, o
que fez com que acordasse. Ao ver que a esposa tinha quebrado a promessa,
cumpriu com a sua palavra e abandonou-a para sempre.
Esta sofreu tanto, que passou a vaguear pelo mundo, até que sucumbiu
a um sono profundo. Eros, ao ver o sofrimento da amada, pediu a Zeus que
ressuscitasse a amada, pedido que foi concedido. Assim, Eros (um Deus
Imortal) uniu-se a Psique (Mortal) - que passou a representar a Alma Humana
– no Monte Olimpo, onde permaneceram felizes, vivendo o seu amor
para toda a Eternidade.
A partir de então, o Amor e a Alma estão sempre unidos em
todos o romances de Amor, pois estes têm a protecção
de Eros e da sua inseparável Psique.
Cinderela e o Príncipe Encantado
Há muitos anos atrás, num reino distante vivia uma rapariguinha,
feliz e muito bela. Ela vivia na companhia de seus pais, um casal muito
unido e feliz. Tudo estava bem, até que a mãe da menina,
de seu nome Cinderela, faleceu, deixando a sua filha e marido muito tristes.
Durante muitas anos, o pai de Cinderela viveu sozinho, fechado na sua
dor, apenas interessado na felicidade da sua filha. Porém, um belo
dia, conheceu uma bela mulher com quem casou. Esta tinha duas filhas e
apesar de se mostrar muito simpática e disponível, apenas
estava interessada nos bens materiais do marido. Assim, aproveitando a
ausência do marido, obrigou a enteada a fazer todos os trabalhos
domésticos, proibindo-a de frequentar a casa, tendo assim de dormir
na cozinha. Esta situação durou alguns anos, uma vez que
o pai de Cinderela teve de se ausentar por muito tempo.
Um belo dia, os rei do reino onde vivia Cinderela e a sua família
decidiram organizar uma festa para a qual convidaram todas as raparigas
jovens do reino, com a finalidade de encontrar uma esposa para o seu filho.
A família de Cinderela também foi convidada, mas a madrasta
proibiu-a de ir. A jovem ficou muito triste e após a saída
da madrasta e das meias-irmãs, esta pôde chorar a sua tristeza
à vontade. De repente, surge uma fada madrinha que, num passo de
magia, lhe faz aparecer um lindo vestido, uns sapatos de cristal e uma
bela carruagem. Antes de partir, a fada avisou-a que ela deveria voltar
para casa antes da meia-noite, ou a sua bela roupa, sapatos e carruagem
desapareceriam.
Assim que entrou na festa, todos os olhares se voltaram para ela, pela
sua beleza e simplicidade. O príncipe, assim que a viu, nunca mais
a largou. Dançaram toda a noite e, ao chegar a meia-noite, Cinderela
teve de se ir embora, deixando o príncipe muito triste, pois a
única coisa que tinha da sua amada era um sapatinho de cristal,
que ela, com a pressa, tinha deixado nas escadas do palácio.
Desesperado à procura da dona do seu coração, o príncipe
percorreu todo o reino, fazendo com que todas as donzelas experimentassem
o sapatinho. Já quase sem esperança, entrou em casa de Cinderela,
que foi logo escondida pela madrasta. Esta ansiava que o sapato entrasse
no pé de uma das suas filhas, contudo, tal não aconteceu.
Quando o príncipe já estava de saída, ouviu um ruído
vindo da cozinha e foi ver o que era. Assim que viu Cinderela logo lhe
colocou delicadamente o sapato no pé. Assim que Cinderela calçou
o sapato, as roupas da rapariga transformaram-se no belo vestido do baile
e logo o príncipe a reconheceu e levou até ao palácio,
onde a apresentou aos pais como sua futura mulher.
No dia do casamento, Cinderela recebeu a visita do pai, recém-chegado
da sua viagem. Este, ao saber das maldades da sua esposa e enteadas, saiu
de casa e foi viver para junto da sua filha, no palácio real, onde
a felicidade e a alegria voltaram a fazer parte da vida de Cinderela.
Romeu e Julieta
Esta é provavelmente uma das mais conhecidas histórias,
que, embora não se tenha passado na realidade, comoveu e continua
a comover pessoas no mundo inteiro.
Filhos de duas famílias rivais, esta história começa
quando Romeu, membro da família
Montecchio, vai disfarçado, a uma festa na casa dos Capuleto. Lá,
diverte-se com os seus amigos, até que conhece uma bela jovem,
pela qual se apaixona perdidamente. A rapariga é Julieta, filha
da família Capuleto, rival dos Montecchio. Sem saber de nada, os
dois jovens, dançam, conversam e trocam juras de amor. A noite
acaba e quando se despedem, percebem que são filhos de famílias
rivais, mas nem mesmo este facto separa os dois apaixonados que combinam
novo encontro.
Como o seu amor parece impossível, resolvem casar com a ajuda da
ama de Julieta e do frei João, que acreditavam que o casamento
dos dois podia contribuir para colocar um ponto final na rivalidade entre
as duas famílias. Assim sendo, acabam mesmo por casar.
Mesmo antes de consumar o casamento, Romeu e os seus amigos envolvem-se
numa discussão violenta com Tebaldo, o primo de Julieta e seus
amigos. Tebaldo, acaba por assassinar Mercúcio, o melhor amigo
de Romeu, que sedento de vingança tira a vida a Tebaldo. Por esta
atitude impensada é deportado e antes de partir passa uma noite
de amor com Julieta e promete-lhe que vai arranjar uma forma de ficarem
juntos.
Frei Lourenço, conversa com Julieta e dá-lhe um frasco com
uma poção que faz com que pareça morta durante 24
horas. A rapariga deve beber o líquido e deixar que a coloquem
no jazigo da família, onde Romeu a irá buscar para depois
fugirem e poderem viver o seu amor.
Tudo acontece dentro do previsto, no entanto, a carta que Frei Lourenço
escreve a Romeu nunca lhe é entregue, porém, boatos sobre
a morte de Julieta chegam a Romeu que regressa a Verona, sua terra Natal,
onde encontra a sua amada a dormir (ele pensa que está morta).
Desesperado, bebe um frasco de veneno e assim que este começa a
fazer efeito, Julieta acorda e assiste à morte do amado. Como sabe
que não consegue sobreviver sem Romeu, pega na sua espada e põe
fim à sua vida.
Quando sabem da morte dos filhos, quer os Montecchio quer os Capuleto
sentem-se culpados e resolvem fazer as pazes, permitindo assim que a paz
e a serenidade regressem à pacata cidade de Verona.
Caro amigo, um amor verdadeiro deve ser vivido com intensidade e paixão.
Especialmente neste dia, divirta-se e seja Feliz!
Um abraço da sua taróloga amiga
Maria Helena
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